Fotos: Daniel Bernardinelli/Mafê
E tome texto! 1 de dezembro de 2009
45 minutos do segundo tempo e ainda aparecem textos pra gente ler. Que bom. O guia nos enviou, dessa vez, um texto de Jaques-Alain Miller, chamado “A era do homem sem qualidades”. Abaixo, o resumo do texto, que você encontra, na íntegra, aqui.
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“Adotando a expressão de Robert Musil, Jacques-Alain Miller revê em “A era do homem sem qualidades”, os princípios de uma espécie de astronomia social de Adolphe Quételet que acreditou ser possível encontrar, no universo moral do comportamento do indivíduo, as mesmas leis que as da mecânica celeste. Segundo Jacques-Alain Miller, Quételet promoveu o princípio da epidemiologia atual em saúde mental: a teoria do homem mediano.”
Para assistir 25 de novembro de 2009
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Dessa vez, o guia indica uma entrevista com o filósofo Slavoj Zizek no Programa Roda Viva, da TV Cultura.
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Assista aqui.
Barulhoooo!!! 14 de novembro de 2009
Ultra contemporâneo. Barulheira, som e poesia. Em dezembro, vamos de Experimento Prosótypo.
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“O Experimento Prosótypo é uma banda performática formada dentro do coletivo Poesia Maloqueirista, que tem como princípio a adequação sonora da poesia falada à diversos ritmos musicais, dialogando com elementos cênicos, que transitam entre teatro e dança contemporânea. Com base na levada do rock’n roll, passeia por influências que vão do blues, jazz e funk, ao miami bass, samba-rock, ska e ragga, numa proposta dinâmica e fluida. Diversos temas são abordados dentro da proposta, percorrendo universos que variam entre o lúdico e a crônica urbana, com pitadas de humor e misticismo. Formada em 2006, já se apresentou em diversos espaços dentro e fora da cidade de SP, tais como Sesc Consolação, Biblioteca Alceu Amoroso Lima, Casa das Caldeiras, Espaço Zé Presidente, Casa das Rosas, Galeria Olido, Centro Cultural Rio Verde, Livraria da Esquina, IDCH, Lado B e Dinho’s Bar (Paraty-RJ). Neste movimento sonoro de ritmos e vozes, a formação atual envolve os poetas Aline Binns, Berimba de Jesus e Caco Pontes, nos vocais, junto aos instrumentistas Drizz Colours, Fadel Dabien, Marcus Binns e Rômulo Aléxis, desenvolvendo linhas de guitarra, baixo, bateria, trompete, percussão, efeitos e outros delírios.”
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*Myspace em construção
por enquanto: poesiamaloqueirista.blogspot.com
Para ler 13 de novembro de 2009

E o que o DJ escolheu pra tocar? Uma idéia de leve. 6 de novembro de 2009
(Por Daniel Bernardinelli)*
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“Modernizar o passado é uma evolução musical”
Chico Science
Imediatamente, pensando na contemporaneidade, no que tem acontecido ou onde há revolução, me vem à cabeça a música pernambucana, sobretudo a de Recife. Não necessariamente o maracatu rural ou as cirandas de carnaval, mas o que aconteceu durante e depois do movimento Mangue Beat, trazido por Chico Sciense e a Nação Zumbi, que enriqueceu a musicalidade das bandas tradicionais, deu projeção a novos artistas populares e contribuiu para mudar a vida dos jovens da periferia em Pernambuco.
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Por eliminatória, primeiro vem música estrangeira e na seqüência as músicas do eixo Rio-São Paulo, pois imaginei coisas acontecendo em lugares para onde não voltávamos nosso olhar, até perceber que há muito mais pelo Brasil. E essa mesma música, depois de “descoberta”, passa a ser praticada nos grandes centros urbanos. E, assim como a cozinha contemporânea, reúne elementos de várias tradições e faz uma síntese das culturas predominantes na região nordeste e norte. É criativa, fresca, multicolorida, “cheirosa” e alegre. É como as pessoas que vivem e convivem num ambiente multicultural, multiracial. Em sua essência, lembra a o sons feitos por nossos antepassados, mas se apresenta moderna, atual e cativante.
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* “Daniel Bernardinelli é produtor. Inquieto, anda pelo mundo prestando atenção em cores que não sabe o nome.”
Aberta a Temporada Pré-Falatório de Dezembro 3 de novembro de 2009
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O tema do Falatório de Dezembro é “A Revolução em Tempos Indigentes”. A idéia dessa vez foi do próprio guia – o Ricardo. Ele explica, abaixo, do que se trata…
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A Revolução em Tempos Indigentes
Por Ricardo Menezes
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“O que seria uma revolução num mundo cujas fronteiras entre o que se pretende transpor não estão mais tão bem definidas?
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Os modernistas pretendiam romper com uma tradição. Os impressionistas também – daí as cores vivas, as formas ainda não experimentadas. A modernidade pretendeu um rompimento com deus, ou a interferência divina em nome da razão. A ciência e a técnica foram os instrumentos desta razão. Mas, na pós-modernidade, ou na contemporaneidade, qual fronteira se pretende transpor?
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A arte sempre tentou representar essa transposição, essa revolução. Quando examinamos a arte contemporânea ela nos parece estranha, indecifrável. Não está muito certo onde ela pretende ir, nem o que pretende romper. Mas ela tenta romper, ir onde ainda não se foi.
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A falta desta fronteira mais clara nos impõe desafios enormes. Por um lado podemos compreender que a falta de uma fronteira nos deixa desorientados. Mas também talvez seja aí o espaço da experimentação, da arte, ou de uma nova revolução. Martins Heidegger falava em seus textos sobre a técnica e a arte, que o lugar desta arte é o abismo, um lugar perigoso, repleto de incertezas. Se o mundo contemporâneo é o lugar onde se procura a segurança, é de se supor uma certa evitação da incerteza, da arte (podemos dizer) do abismo, lá onde ela habita.
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Assim, como propor uma revolução num mundo onde evitamos a qualquer custo o inseguro, o incerto? Onde a ciência e a técnica nos impõem verdades quase que religiosas, substituindo um deus que achávamos morto?”
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Por isso, é esse o tema do Falatório de Dezembro: “A Revolução em Tempos Indigentes”



































































































