Trupe das Muiezinha

Comilança das Boas 7 de junho de 2010

Filed under: Falatório — Trupe das Muiezinha @ 10:18 pm
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A cozinha tem se revelado um dos aspectos mais interessantes das nossas festas. Comemos coisas deliciosas e diferentes nos Falatórios que passaram. E não vai ser diferente dessa vez.

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Cristina Manhiça, a Tina, é de Moçambique, um país já conhecido por suas maravilhas culinárias. É… ela não é sul-africana. Mas é boa de cozinha e conhece a culinária do restante do continente.

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E então vai fazer pra gente provar alguns quitutes sul-africanos, também comidos em Moçambique, como a Chima (um prato a base de farinha de milho), a Matapa, (um bembolado de amendoim, camarão, coco e folha de couve ou mandioca) e a galinha ao molho caril de amendoim. Para a entrada, chamussas – pasteizinhos de carne moída e farinha de trigo. Huummmm…

 

Apresentando o time por trás do Falatório: Carlos Subuhana 6 de junho de 2010

Filed under: Falatório,Uncategorized — Trupe das Muiezinha @ 7:59 pm
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E quem discoteca?

Afrosons por um moçambicano no Falatório de Junho


No Falatório de Junho teremos a participação muito especial de dois africanos, companheiros de continente de Nelson Mandela. Um deles é o Carlos, que vai escolher a trilha sonora do encontro. Nascido em Moçambique, está no Brasil desde 1994 e é pós-doutorando e pesquisador associado do Centro de Memória Unicamp, com passagens na UFRJ, USP e Casa das Áfricas. No seu entender, não existe nada melhor neste mundo do que ser um mediador cultural, algo que faz com muito gosto. Para matar a saudade do seu país de origem prefere escutar música africana, em especial a música congolesa, moçambicana e sul-africana que tanto aprecia. E que vai trazer pra gente conhecer no próximo sábado.

 

Junho: Copa na África do Sul e Falatório sobre a África do Sul em SP 5 de junho de 2010

Filed under: Falatório — Manoel Galdino @ 9:03 pm
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Como junho é mês da copa… e mês do Falatório… Publico aqui texto que tem tudo a ver com os dois assuntos (copiado do blog do Juca Kfouri) e que ajuda a justificar um pouco a escolha da data.

(Manoel)

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O Guarda Costas

Por ANDRÉ KFOURI

(publicada quinta-feira, 4 de junho,  no diário Lance!)

Eram sete pessoas na mesa. Seis jornalistas brasileiros e um segurança sulafricano, ex-soldado do exército que, durante oito meses do ano, trabalha como guarda-costas da família real de um país árabe. Ele é um dos guias da ESPN aqui na África do Sul.

Bom momento para uma conversa sobre o país da Copa. Mas era preciso ter cuidado, sensibilidade para ouvir as opiniões de um ex-militar, branco, a respeito do que a África do Sul era e é.

“Faço parte da ‘geração perdida’”, ele diz. “Tenho 42 anos e não tive escolha. Ou ia para o exército ou para a cadeia”. Nosso amigo é de uma época em que as crianças brancas sulafricanas cresciam ouvindo que negros não eram gente. “Mas na minha casa, felizmente, formávamos nossa opinião”, pondera. “Se dependesse de mim, as mudanças no país teriam acontecido muito antes”.

Olhos se arregalam na mesa redonda da ótima casa de carnes de Joanesburgo. O interesse aumenta. O que você pensa de Nelson Mandela?, pergunta um colega. “É um ícone humano”, ele responde. “Eu o vejo como se fosse meu avô”, completa.

Meu papel ali era o de intérprete. Nem todos na mesa falavam inglês. Nosso segurança estava claramente surpreso pelo papo. Nós, absolutamente gratos pela oportunidade.

É impossível chegar à África do Sul despido de pré-conceitos, mas é preciso querer ouvir. E é necessário pelo menos tentar entender o que não nos faz sentido: falar sobre racismo nessa parte do mundo é mais ou menos como falar sobre drogas com holandeses. O que sabemos, o que pensamos, simplesmente não se aplica.

Ou talvez se aplique, sim. “Eu gosto da nova África do Sul”, diz nosso guia. “Mas o problema da tensão racial não foi resolvido, ainda há um longo caminho a seguir”.

Outro colega quer saber se ele assistiu a “Invictus”, filme dirigido por Clint Eastwood em que Morgan Freeman interpreta Nelson Mandela e Matt Damon faz o papel de François Pienaar, o capitão que levou a seleção sulafricana ao título da Copa do Mundo de Rugby de 1995, logo após a chegada de Mandela à presidência do país. “Li o livro primeiro, depois vi o filme”, ele responde. O diálogo que se se segue:

- Aquele momento foi mesmo tão importante?
- Talvez tenha sido o momento mais importante da nossa história.
- Nós podemos acreditar que aquele jogo teve tanto impacto?
- Absolutamente sim.

Por incrível que pareça, os olhos do sulafricano na mesa são os únicos secos. Parte da emoção vem da cena que acontece ao lado. A garçonete que nos atendia, negra, tinha se hipnotizado pela conversa. Prestava máxima atenção na tradução das perguntas, nas respostas e na nossa reação. Ela chamou dois colegas, também negros, e eles ficaram ali, ouvindo.

Se a Copa do Mundo acabar hoje, sem um mísero toque na bola, para mim já valeu.

 

 
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