Trupe das Muiezinha

Leituras Rápidas 1 – Pra ler Navegando 10 de maio de 2010

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Diz Manoel, o guia:

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Antes de estudar Mandela (a personalidade) propriamente dito, seria ideal entender um pouco da história da África. Seguem alguns links da wikipedia nesse sentido, em ordem de leitura. A idéia é só ter uma idéia geral mesmo, sem precisar gastar muito tempo. Leitura rápida.

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O problema é que para entender o fim do Apartheid e o papel do Mandela na África do Sul tem que ter pelo menos um pouco de noção da História da África do Sul. Eu confesso que não lembrava mais nada do que estudei na escola, e tive que (re)aprender tudo.

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Acho mais fácil começar pela cronologia histórica. Então, a cronologia que eu pensei é mais ou menos a seguinte:

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Como se sabe (sabemos mesmo?) os Afrikaners é quem lideraram o Apartheid. E para entender quem são os Afrikaners, tem que voltar lá para a Guerra dos Boers (no século XIX). Depois de entender sobre os Afrikaners, fica mais fácil entender o começo do Apartheid, mas é sempre bom ver os antecedentes antes do começo oficial dessa política de Estado, que foi 1948/9.

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Tendo entendido esse panorama geral das razões históricas para o Apartheid (e não “somente”  preconceito, discriminação e segregação racial) e lido um pouco sobre o próprio Apartheid, podemos chegar no Mandela. Mas recomendo que ao ler sobre o assunto, se pergunte: o que diferencia o Apartheid da segregação racial? (por exemplo que havia no sul dos EUA até 1964).

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Bom, chegamos ao Mandela, sua história, o que ele representa e como chegou ao poder na África do Sul, que política implementou etc. Minha sugestão, ao ler sobre o Mandela, é que você se pergunte, entre outras coisas: por que não Vingança, mas Reconciliação? Por que trabalhar junto com os Brancos, que haviam feito o que fizeram com os Negros? Como é que se constrói uma nova ordem a partir de acordos feitos num estado de exceção? Em suma, porque não uma guerra civil, como em tantos outros países do continente Africano?

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Pra seguir a cronologia proposta, vá lendo os links abaixo na seguinte ordem:

1. http://pt.wikipedia.org/wiki/Segunda_Guerra_dos_B%C3%B4eres
2. http://en.wikipedia.org/wiki/Afrikaner
3. http://en.wikipedia.org/wiki/Pass_Law
4. http://en.wikipedia.org/wiki/South_African_general_election,_1948
5. http://en.wikipedia.org/wiki/Apartheid

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Após ler esses links, quem estiver interessado pode dar uma olhada no capítulo 1 da tese: http://upetd.up.ac.za/thesis/available/etd-10042005-105712/unrestricted/00dissertation.pdf, especialmente o começo do capítulo 1. Se você estiver mais interessado ainda, dê uma olhada no capítulo 4 e 5, especialmente o 5. E se apaixonou-se pelo tema, arrisque ler a tese inteira (eu não li, só os capítulos recomendados e mais uma “sapeada” no resto).

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Depois passamos mais leituras.

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Ps.: Os textos da wikipedia em Inglês são bem extensos e não precisam ser lidos em detalhes. Só uma olhada geral para ter um senso de quem são os Boers, a diferença entre eles e os Ingleses, depois entender sobre os Afrikaners e tal.

 

Invictus 9 de maio de 2010

Filed under: Uncategorized — Trupe das Muiezinha @ 3:44 pm
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Eis abaixo “Invictus”, do inglês William Ernest Henley, poema que inspirou Nelson Mandela.


Out of the night that covers me,..……………………… De dentro da noite a me conter
Black as the Pit from pole to pole,..…………………….Negra como uma cova infindável,
I thank whatever gods may be..…………………………Agradeço ao que os Deuses podem ser
For my unconquerable soul..……………………………. Pra’minh’alma inquebrantável

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In the fell clutch of circumstance.………………………. Na garra cruel da circunstância
I have not winced nor cried aloud..……………………. Não recuei nem tampouco gritei.
Under the bludgeonings of chance .…………………….Sob os golpes da fortuna
My head is bloody, but unbowed.……………………… Minha cabeça está sangrenta, mas ereta.

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Beyond this place of wrath and tears…………………..Além deste lugar de ira e lágrimas
Looms but the Horror of the shade,…………………….Tecem apenas o Horror da sombra,
And yet the menace of the years ………………………..E contudo a ameaça dos anos
Finds, and shall find, me unafraid. ……………………..Encontra, e deve encontrar-me, sem medo.

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It matters not how strait the gate, ……………………….Não importa quão estreito o portão,
How charged with punishments the scroll, …………….Quão sobrecarregado de castigos o rol,
I am the master of my fate: ……………………………….Eu sou o mestre de meu destino:
I am the captain of my soul. …………………………….. Eu sou o capitão da minha alma.

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Tradução: Manoel Galdino

 

Da Bibliografia para o Falatório de Junho/10 9 de maio de 2010

Filed under: Uncategorized — Trupe das Muiezinha @ 3:43 pm
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Parece que temos bastante coisa pra ler. Vamos começar deixando aqui a bibliografia mais “oficial”, porque depois virão wikis e links e entrevistas e filmes.

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Manoel sugere a autobiografia de Mandela: “Long Walk To Freedom”, escrita no início dos anos 90. (Você pode ler aqui)

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E (ainda mais que teremos contos no dia da festa!) pode ser interessante ler também um livro organizado por Mandela, publicado em 2009, chamado “Meus Contos Africanos”. (Consulte preços e livrarias aqui)

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E é isso por ora. Mais em breve.

 

E tome texto! 1 de dezembro de 2009

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45 minutos do segundo tempo e ainda aparecem textos pra gente ler. Que bom. O guia nos enviou, dessa vez, um texto de Jaques-Alain Miller, chamado “A era do homem sem qualidades”. Abaixo, o resumo do texto, que você encontra, na íntegra, aqui.

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“Adotando a expressão de Robert Musil, Jacques-Alain Miller revê em “A era do homem sem qualidades”, os princípios de uma espécie de astronomia social de Adolphe Quételet que acreditou ser possível encontrar, no universo moral do comportamento do indivíduo, as mesmas leis que as da mecânica celeste. Segundo Jacques-Alain Miller, Quételet promoveu o princípio da epidemiologia atual em saúde mental: a teoria do homem mediano.”

 

Para assistir 25 de novembro de 2009

Filed under: Uncategorized — Trupe das Muiezinha @ 7:50 pm
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Dessa vez, o guia indica uma entrevista com o filósofo Slavoj Zizek no Programa Roda Viva, da TV Cultura.

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Assista aqui.

 

Leitura 9 de agosto de 2009

Filed under: Uncategorized — Trupe das Muiezinha @ 7:41 pm
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alvaro-garcia-linera.

A entrevista que se segue, com Alvaro García Linera, vice-presidente da Bolívia, é interessante para entender um dos vários caminhos ao socialismo propostos pelos novos governos da região.

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.Alvaro García Linera: “El capitalismo andino es un paso intermedio para imaginar el socialismo”

……Miguel Lora Fuentes

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El capitalismo andinoamazónico, la propuesta de Alvaro García Linera, candidato a la vicepresidencia del MAS, es un modelo de desarrollo capitalista en el que las tres plataformas económicas vigentes en Bolivia ? La moderna o estrictamente industrial, la andina comunitaria y la amazónica? se reequilibran, despliegan autónomamente sus propias capacidades y encuentran mecanismos de articulación no brutal?

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Según el candidato del MAS, es posible construir un tipo de modernidad económica vinculada a los mercados globales, al desarrollo tecnológico contemporáneo, a sectores empresariales, que es la parte capitalista propiamente dicha, pero reconociendo obligatoriamente a las otras dos plataformas de la modernidad vinculadas a nuestras capacidades vernáculas: fuerzas comunitarias, artesanales, pequeños productores y de economía mercantil simple poseedoras de otra racionalidad de organización del trabajo, de uso del excedente, de sistemas tecnológicos, saberes, formas organizativas y distribución de la riqueza.

García Linera imagina un tipo de modernidad en el ámbito del capitalismo, en donde los segmentos mayoritarios de la vida económica boliviana ?que han sido desconocidos, extorsionados y maltratados por la modernidad de corte industrial capitalista clásico?tengan la capacidad de autoorganizarse y de prosperar con los excedentes industriales.

¿Cómo integrar el pequeño taller con la gran industria?

Ahí está el papel del Estado fuerte que regula la expansión de la economía industrial, extrae sus excedentes y los transfiere al ámbito comunitario para potenciar formas de autoorganización y de desarrollo mercantil propiamente andino y amazónico.

¿Más o menos lo que quiso hacer el nacionalismo revolucionario?

No, porque el nacionalismo revolucionario decía que la comunidad desaparecería y que todos se volverían industriosos, modernos, capitalistas y asalariados. Eso no funcionó, en el mundo moderno el asalariado representa entre el siete y 15 por ciento de la economía y de la población económicamente activa (PEA).

¿El horizonte es que los microempresarios se conviertan en empresarios?

No; simplemente que produzcan un modelo de bienestar. Es una falsa utopía pensar que todos se convertirán en empresarios. Seguirán trabajando familiarmente y a nivel doméstico al menos por los próximos 50 años. La idea es que tengan soporte económico, acceso a insumos, a mercados, que generen en su régimen económico (artesanal y familiar) procesos de bienestar. Quizá la movilidad social sea pequeña y la mayoría siga en economía familiar de pequeña y mediana escala, pero con mejores condiciones de vida y productividad.

Es decir lo que propone Hernando de Soto en Perú…

Soto dice que el microproductor es un empresario en potencia. Yo digo que no lo es ni tampoco un proletario en potencia, ni lo uno ni lo otro, sino una condición social de largo aliento. La idea es que esta condición ni quede aplastada ni olvidada, que aceptemos que al menos hay tres modelos simultáneos de modernización.

¿Esas tres plataformas se desarrollan con democracia liberal y mercado?

En el mercado y en la economía mercantil, pero son modelos paralelos de desarrollo. En siguientes 50 años predominará la economía familiar y la pregunta es qué hacer con ella, ¿te haces al loco, la quieres obrerizar? No, simplemente que vivan bien y que el Estado les ayude. La parte revolucionaria del planteamiento es potenciar sus capacidades de autogestión y autoorganización en una perspectiva expansiva.

Por ahora, hay dos razones que no permiten visualizar la posibilidad de un régimen socialista. Por un lado existe un proletariado minoritario demográficamente e inexistente políticamente; y no se construye socialismo sin proletariado. Segundo: el potencial comunitarista agrario y urbano está muy debilitado. En los últimos 60 años se ve un retroceso de la actividad comunitaria productiva y erosión de los lazos comunitarios. Sigue habiendo comunidad, pero ésta ha implosionado internamente en estructuras familiares.

El potencial comunitario que vislumbraría la posibilidad de un régimen comunitarista socialista en el buen sentido del término pasa por potenciar las pequeñas redes comunitaristas que aún perviven y enriquecerlas. Esto permitiría en 20 o 30 años poder visualizar una utopía socialista.

¿Acaso no son experiencias comunitarias los movimientos de defensa del agua en El Alto y Cochabamba?

Son experiencias comunitarias sociales y políticas, no económicas. Por tanto, permiten una revolución política en el sentido marxista del término. En el caso boliviano la revolución política toma la forma de descolonización del Estado. Para que se convierta en una revolución social hace falta el despliegue de potenciales comunitarios prácticos, como los soviets que socializaron la producción industrial. No se ha tenido una experiencia similar en Bolivia desde la Guerra del Agua. Se necesita un tiempo para potenciar la comunitarización de la economía.

¿Y la cogestión en Semapa de Cochabamba?

Hay límites de estos procesos de comunitarización de la riqueza. Las experiencias de El Alto y Cochabamba son la expresión dramática de los límites comunitaristas del actual movimiento social.

Usted se asume centroizquierdista desde hace dos años y medio. ¿Con qué corriente se identifica más: neokeynesianismo, la socialdemocracia de Anthony Giddens o el “postcapitalismo” de Wim Dierckxsens?

Marxista clásico.

¿Y su propuesta del capitalismo andino a qué corriente pertenece?

Es marxismo clásico. No es el marxismo de Nikitin ni el de Trotsky. Está enraizado en la lectura del Marx que reflexiona las posibilidades de tránsito al socialismo en sociedades atrasadas y comunitarias.

¿Está diciendo que la propuesta de capitalismo andino es marxista?

No, no, lo que digo es con qué herramientas trabajo esta propuesta. Mi propuesta sigue siendo el socialismo y el comunismo abiertamente. Lo que hago como marxista es evaluar los potenciales actuales de desarrollo de la sociedad. Nuestro objetivo no es el capitalismo andino, eso es lo que se puede hacer hoy para potenciar procesos la autoorganización y apuntalar la autoafirmación económica a largo plazo. Esto es lo que hoy toca empujar en la perspectiva de la revolución socialista a mediano plazo. Y esa es una lectura estrictamente marxista.

Plantea la articulación de potencialidades familiares, indígenas, campesinas en torno a un proyecto de desarrollo nacional y de modernización productiva, ¿algo así como una revolución democrático burguesa 50 años después del MNR?

La Revolución del 52 fue una revolución traicionada y a medias no porque no llevó al socialismo sino porque no descolonizó al Estado. 50 años después estamos en la posibilidad de ir más allá de los límites democráticos que dejó la Revolución con el hecho más importante de los últimos 513 años en términos de democratización, la descolonización del Estado.

¿Eso lo hace la centroizquierda?

Lo hace el movimiento indígena, es su gran aporte. Para un revolucionario utópico la descolonización del Estado no es socialismo, pero para los indios es el acontecimiento histórico más importante que podía suceder. En sí mismo es un gigantesco paso histórico. Claro que nos falta mucho, nos falta el socialismo, el comunismo, pero hay que moverse en función de las posibilidades reales del movimiento que se desenvuelve.

El MAS propone un plan de desarrollo económico a partir de la microempresa y la fuerza laboral informal. Salvando diferencias, Tuto y Samuel proponen algo parecido

Más allá de la demagogia de apoyar a estos sectores, utilizan las estrategias comunitarias para reducir costos, como el Banco Mundial. Es la idea de la subsunción de lo comunitario a la modernidad industriosa, contra eso hay que pelear. El BM y los candidatos buscan exprimir, extraer sus energías a lo comunitario; el MAS quiere potenciar su desarrollo autónomo.

El sociólogo argentino Atilio Borón comenta que el pensamiento crítico en América Latina está en decadencia y que gradualmente ha sido sustituido por la cultura de la resignación política.

Más bien en América Latina y en particular en Bolivia surge una acción transformadora, un potencial emancipativo y una reflexión que acompaña ese potencial con mucha carga crítica. Privilegio el laboratorio boliviano en cuanto a acción colectiva y reflexión seria y no meramente filosófica. Soy más optimista que Atilio Borón. Siento que se está construyendo un alto pensamiento crítico a partir de la acción práctica de los sectores sociales. Lo que si está claro es que el socialismo debe ser replanteado y superando la vieja forma retórica manualesca con la que se abordó el tema de los años 20 hasta los 60.

¿Está de acuerdo con la tesis que anuncia el cierre del ciclo de las revoluciones antimperialistas, entendiéndolas como enfrentamiento total, militar y económico con el imperialismo?

Es un hecho de correlación de fuerzas. Serán los acontecimientos los que te coloquen ante esa disyuntiva, no puede uno adelantarse. Ese sigue siendo un debate abierto. Ahora las fuerzas progresistas han podido avanzar muy bien a partir de lo democrático representativo, pero es probable que algún rato eso se estanque.

La centroizquierda de fines del siglo pasado prometió que la “transición a la democracia” transformaría la sociedad y redistribuiría la riqueza gradualmente. 25 años después la desigualdad social se acentuó, la propiedad se concentró y el sistema se tragó a los centroizquierdistas. ¿Teme terminar igual que ellos?

Siempre es un riesgo y contra eso no hay vacuna. Lo único que queda es confiar en la fuerza creativa de la sociedad. La posibilidad de que estos intelectuales encuentren un límite y a larga sean conservadores dependerá del poder innovador de la propia sociedad.

¿Cuán alto es el precio de ser viable en el sistema político actual? ¿Resignar la utopía por ejemplo?

Nunca. Lenin proponía soñar con los ojos abiertos, que significa tener la capacidad de mirar el horizonte estratégico pero saber manejar la táctica. El capitalismo andinoamazónico es la manera que creo posible para mejorar las posibilidades de las fuerzas de emancipación obrera y comunitaria a mediano plazo. Claro que es un mecanismo temporal y transitorio.

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El MAS elige la “tercera vía”, el capitalismo andino

Luego del derrumbe asiático, ruso y brasileño, y a medida que la crisis capitalista se profundiza, la centroizquierda internacional va reclutando nuevos núcleos neokeynesianos, socialdemócratas de la tercera vía, postcapitalistas de la onda del Foro Social Mundial de Sao Paulo, y recientemente una novedosa corriente con sello boliviano que defiende el “capitalismo andinoamazónico”.

La tercera vía plantea medidas de re-regulación económica buscando salvar la racionalidad capitalista y, en algunos casos, manteniendo el fondo del credo neoliberal. Los neokeynesianos procuran remediar los efectos nocivos más inmediatos del neoliberalismo, pero sin cuestionarlo. La socialdemocracia plantea una economía mixta ?que no ve en el capitalismo y en el libre mercado un escenario hostil? y a diferencia de la “socialdemocracia antigua”, no acepta que los derechos sociales sean obligaciones incondicionales del gobierno. “Ningún derecho sin responsabilidad, son responsables tanto el Estado como los destinatarios del bienestar”, predica esta doctrina.

Estas posiciones mantienen la lógica esencial del capitalismo y no resuelven la supeditación de la vida al mercado, sino que más bien la mundializan. Para estas corrientes, el centro del debate es la dupla mercado y planificación estatal, esta última al servicio del mercado.

La centroizquierda más radical propone un cambio de la racionalidad económica capitalista reconciliando los intereses privados con el bien común. El mercado debe subordinarse a la planificación, en tanto que los factores de integración social ya no están dados por el mercado sino regidos por el principio de solidaridad con la vida colectiva. “Mis derechos como ciudadano ya no dependerán de mi vinculación con el mercado sino con la ciudadanía”, explica el economista holandés Wim Dierckxsens, reconocido defensor del Foro Social Mundial de Porto Alegre como uno de los primeros pasos hacia el desarrollo de alternativas al capitalismo y al neoliberalismo con la participación de ONGs, movimientos sociales, sindicatos, asociaciones y entidades religiosas.

El postcapitalismo busca una economía orientada por el bien común sin suprimir ni el interés privado ni el mercado. Esto implica un movimiento en el péndulo de la historia desde el libre juego del mercado sin intervención ciudadana hacia una creciente participación ciudadana. En el socialismo real el interés privado se supeditó completamente al bien común y la planificación central marginó a la ciudadanía. Así, la utopía socialista se quedó a mitad de camino, explica Wim Dierckxsens.

Los postcapitalistas intentan diferenciarse de los neokeynesianos y socialdemócratas, y terminan coincidiendo con ellos en un rasgo esencial: es la fiesta neoliberal la que debe combatirse, no el capitalismo en sí.

El capitalismo andinoamazónico, la propuesta de Alvaro García Linera, candidato a la vicepresidencia del MAS, es un modelo de desarrollo capitalista que combina tres plataformas económicas vigentes en Bolivia ?la moderna o estrictamente industrial, la andina comunitaria y la amazónica? para que se reequilibren, desplieguen autónomamente sus propias capacidades y encuentren mecanismos de articulación “no brutal”.

“El capitalismo andino es como imaginar la modernidad en el capitalismo por un tiempo más a mediano o corto plazo, pero donde el potencial comunitario, artesanal y semi mercantil despliega sus propias capacidades de generación y distribución de riqueza, de creación de saberes y tecnología. Esta economía de comunidades indígenas, colonizadores, pequeños productores está vinculada al capitalismo clásico, pero no está triturada, subsumida o desconocida brutalmente por esa racionalidad”, explica el ideólogo del MAS.

El postcapitalismo

El rasgo común que iguala a todas estas corrientes es su deseo de combatir al neoliberalismo, aunque manteniendo el capitalismo hasta donde se pueda. Reconocen la importancia decisiva del Estado nacional como responsable del bienestar colectivo y de la regulación de los mercados, a condición de que se compatibilice el intervencionismo con la iniciativa privada. Intentan combinar de modo ecléctico valores del capitalismo y del socialismo con el propósito de superar a ambos, pero sin cuestionar la génesis de la producción capitalista, es decir la separación radical entre el productor y los medios de producción.

Según Dierckxsens, el péndulo de la historia tendrá de detenerse en el futuro en algún punto intermedio entre el mercado total y la planificación total. En el punto donde prevalezca el interés privado se ubica la racionalidad neokeynesiana. En el punto donde prevalezca el bien común se podrá hablar de una racionalidad postcapitalista.

En el postcapitalismo volvería a prevalecer lo político sobre lo económico y habría ejes horizontales que vincularían entre sí a los movimientos sociales. Esto permitiría edificar no sólo una democracia formal sino una democracia con contenidos participativos. Dierckxsens presagia que cuanto más se profundice la crisis, más radical será la alternativa propuesta.

FUENTES

1. Democracia y Mercado, Mauricio Andrés Ramírez Gómez http://www.eumed.net/cursecon/colaboraciones/

2. Porto Alegre: en camino al postcapitalismo, Wim Dierckxsens, http://www.envio.org.ni/articulo/1080

3. La Tercera Vía, Tony Blair, www.analitica.com, 1998

 

Da Bibliografia Para o Falatório de Setembro 9 de agosto de 2009

Filed under: Uncategorized — Trupe das Muiezinha @ 7:30 pm
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foto_livros.

O livro “As Veias Abertas da América Latina”, do uruguaio Eduardo Galeano, quebra a cronologia linear da historiografia oficial para desnudar o saque ao continente, que persiste desde o descobrimento. Analisando os mecanismos de poder, os modos de produção e os sistemas de expropriação, o livro descreve a história da América Latina e expõe os quinhentos anos de exploração econômica e miséria.

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Aqui, você tem o link para o texto de Galeano, na íntegra.

 

Nova dica de Bibliografia 21 de junho de 2009

Filed under: Uncategorized — Trupe das Muiezinha @ 8:22 pm
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Arte_Revolucoes_Fidel02.inddMais coisas pra gente ler.

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O livro “Fidel Castro – As Declarações de Havana”, da Editora Zahar, apresentado pelo filósofo e sociólogo paquistanês Tariq Ali, traz três textos de Fidel em três períodos marcantes da Revolução Cubana.

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O primeiro é ”A História Me Absolverá”, de 1953, texto que Fidel produziu para sua auto-defesa e proclamou diante do tribunal que o julgava, depois de 2 anos preso por liderar o ataque de rebeldes aos quartéis Moncada e Bayamo, na província de Oriente. Um libelo contra a ditadura de Batista e a ilegalidade do Judiciário em Cuba. 

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O segundo,” Primeira Declaração de Havana”, de 1959, é a base do discurso que anunciou a proclamação da independência de Cuba em relação aos Estados Unidos.

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O terceiro,” Segunda Declaração de Havana”, de 1961, é o Manifesto que conclama a libertação do continente latino-americano.

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O livro conta ainda com uma breve cronologia da História de Cuba e da Revolução Cubana e com a contextualização constante de Tariq Ali, ao longo da leitura dos discursos de Fidel.

 

Revolução Cubana – Leituras Rápidas (1) 14 de junho de 2009

Filed under: Uncategorized — Trupe das Muiezinha @ 11:26 pm
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fidel-bandeira1Uma rápida geral:.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Cubana

 

Da Bibliografia para o Falatório de Junho 14 de junho de 2009

Filed under: Uncategorized — Trupe das Muiezinha @ 11:18 pm
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ebook.1Os dois livros indicados como bibliografia para o Falatório de Junho (“A História Me Absolverá”, de Fidel Castro e “De Martí a Fidel – A Revolução Cubana e a América Latina”, de Luiz Alberto Moniz Bandeira) estão disponíveis para download na internet.

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Aqui, você tem os links direto para os sites.

 

Comuna de Paris – Leituras Rápidas (2) 8 de abril de 2009

Filed under: Uncategorized — Trupe das Muiezinha @ 12:52 am
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comuna21.

Mas afinal o que foi a Comuna de Paris?

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Em poucas palavras:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Comuna_de_Paris

Em médias palavras:

http://www.oolhodahistoria.ufba.br/04ponge.html

Em muitas palavras:

http://trupedasmuiezinha.wordpress.com/cursosfestase-falatorios/falatorios/abril2009-a-comuna-de-paris/

 

Leitura do Curso: Duas ciências e Algumas filosofias 7 de abril de 2009

Filed under: Uncategorized — Manoel Galdino @ 4:38 am
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A leitura inicial do curso será o texto de Aristóteles, De caelo ou Do Céu.

Para facilitar o acesso de todos ao texto, utilizaremos como base o texto disponível na internet (infelizmente em inglês).

Nessa primeira aula, iremos fazer uma introdução geral a alguns aspectos da Obra de Aristóteles que estamos interessados. Por exemplo, o papel dos quatro elementos fundamentais da natureza (terra, água, ar e fogo) etc.

Pretendemos ler pelo menos todo o livro I, mas na primeira aula devemos ler apenas até a parte 5 do livro I.

Mais informações gerais sobre Aristóteles, além da wikipedia, podem ser encontradas aqui.

 

Comuna de Paris – Leituras Rápidas (1) 2 de abril de 2009

Filed under: Uncategorized — Trupe das Muiezinha @ 12:40 am
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relogio.

Panorama Histórico

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Conhecer o contexto histórico da França e Europa no século XIX – a geopolítica, as guerras, as revoluções – ajuda a entender melhor o momento histórico da construção e advento da Comuna.

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Dicas Rápidas:

Revoluções de 30:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_de_1830

Revoluções de 48:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_de_1848

Guerra Franco-Prussiana

http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_Franco-Prussiana

 

Da bibliografia para o Falatório de abril 14 de março de 2009

Filed under: Uncategorized — Trupe das Muiezinha @ 1:25 am
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livros1Considerações sobre os textos sugeridos. Por que ler?

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- A Guerra Civil na Fraça (Marx)
Marx traça um perfil histórico da França, abordando, inclusive, as relações com a Prússia (a Comuna de Paris acontece no meio da guerra franco-prussiana). Traduz bem o momento histórico que vive a Europa e, principalmente, a França.

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- Introdução de Engels à edição de 1891 de “A Guerra Civil na França”
Depois de vinte anos do acontecimento da Comuna de Paris, Engels faz uma breve análise sobre erros e acertos da Comuna e sobre as diferentes correntes que viveram a experiência.

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- História da Comuna de Paris (Lissagaray)
Lissagaray foi um communard, e viveu a experiência ao vivo e a cores. Foi jornalista e historiador da história da insurreição e sua obra é um dos mais importantes documentos históricos sobre a Comuna.

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- A Comuna de Paris: Os Assaltantes do Céu (Horácio Gonzales)

O livro traça um percurso da Comuna – os antecedentes, o desenrolar dos acontecimentos e os fatos finais, bem como as estratégias e as discussões dos envolvidos.

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Se você gostaria de indicar alguma bibliografia que acha interessante e importante, por favor deixe seu comentário.

 

 
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