Trupe das Muiezinha

O Chef indica a bebida 16 de abril de 2009

Filed under: Uncategorized — Trupe das Muiezinha @ 11:57 pm
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O Hebe, nosso chef, pesquisou e escolheu um cardápio todo comunardo para fazer pra gente no sábado. Cuidaremos dos ingredientes, ele cuidará do preparo. O rango tá garantido. As bebidas são por conta de cada um que vier.

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wine

Mas eis aqui a sugestão. E é um tanto óbvia. Pra acompanhar o “Coq au Vin com Purê Gratinado de Batatas”, vinho tinto. Bem, sugere-se que seja francês. E então pesquisamos onde comprar bons vinhos com preço razoável. Na Casa Santa Luzia (http://www.santaluzia.com.br/home_ofertas.asp?id_area=5) pode-se encontrar bons vinhos a R$20,00. Na impossibilidade de desembolsar esse valor, pra manter a qualidade do vinho, sugerimos mudar a nacionalidade: um outro chileno ou argentino, por exemplo. (Chile: Concha & Toro, Santa Helena; Argentina: Finca Flichmann, Trivento). Mas o legal mesmo era que fosse francês, né? E na Casa Santa Luzia tem um Sommelier que pode ajudar na escolha, no caso de alguém conhecer um pouco mais de vinho e não gostar dos Bordeaux, como indicado.

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Estudem os aromas, os sabores, as tonalidades e o bolso. O fato é que é vinho, e é tinto. Mas evitemos sangue de boi…

 

Como juntar comida e a “Comuna de Paris”?– 15 de abril de 2009

Filed under: Uncategorized — Trupe das Muiezinha @ 2:17 am
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batatas

(Por Rodrigo Isaías)*

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- Vou fazer um prato típico francês – pensei. Mas seria muito simples, tinha que haver uma história. Eis que do Google surgiu a inspiração. Digitei “cozinha francesa popular século XIX” e me apareceu um link mostrando que esse foi o século da popularização da batata como base da alimentação européia, tanto por pessoas célebres que encorajaram seu consumo, quanto pelas fomes européias. Então, uma breve história da batata.

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Pessoas influentes, como o farmacêutico militar francês Antoine-Auguste Parmentier, feito prisioneiro na Renânia do Norte-Vestefália, durante a Guerra dos Sete Anos (1756-1763) observou que os locais alimentavam os porcos com o tubérculo e consideraram tal dieta adequada para os prisioneiros franceses. Parmentier verificou que a transmissão de lepra por meio da “pomme de terre” não passava de mito. De regresso a casa, tratou de popularizar o consumo da batata, no que foi ajudado pela instabilidade política e conseqüente penúria, que se seguiram à Revolução Francesa (1789).

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Antes, Maria Antonieta também dera uma ajuda ao enfeitar-se com a flor da batateira, bem como o rei Luís XVI, este ao mandar fazer um batatal na planície de Sablons, em Neuilly, onde Luís XV costumava passar a revista às tropas em parada. Mandou os soldados guardarem a plantação, o que suscitou a curiosidade e a cobiça dos populares. À noite, as sentinelas fingiam-se distraídas e os sacos enchiam-se de batatas. Um século mais tarde, 26 de Março/28 de Maio de 1871, durante a Comuna de Paris (em 21 Ventôse An III), foi decretado que os jardins das Tulherias fossem reconvertidos em batatais.

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Foi, no entanto, a fome, em França e noutros países europeus, como a Grã-Bretanha e Irlanda, que mais contribuiu para a popularidade da batata como alimento barato e eficaz. Mas tinha um inconveniente: como não possui glúten, não se pode fazer pão com ela.

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Pensei então em fazer um purê de batatas, claro pra acompanhar um prato típico de bistrô francês, ou o boeuf bourguignon (uma carne cozida no vinho tinto) ou coq au vin (frango ao vinho tinto com cebolinhas e bacon). Pensei nesses dois pratos franceses porque os bistrôs popularizaram a alta culinária francesa, fato ocorrido após a grande Revolução de 1789. A mudança de regime e a queda da velha aristocracia obrigaram os grandes chefs de cuisine a deixarem as cozinhas dos castelos e palácios e saírem em busca de clientes entre a gente comum. Assim, começaram a abrir seus restaurantes e bistrôs pelas ruas das principais cidades do país.

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O Google fez também uma associação que eu desconhecia: a chef francesa de “A Festa de Babette“, refugiou-se da repressão à Comuna de Paris na costa dinamarquesa . Esse é sem dúvida um dos filmes mais geniais quando o assunto é comida, e se passa na época do assunto tratado, 1871.

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Com esse delicioso filme pus em dúvida as batatas e os bistrôs. Mas as histórias que acompanhavam as batatas e os pratos de bistrô me saciaram mais. E faremos Coq au Vin com purê gratinado de batatas e um suflê.

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* Rodrigo Isaías, o Hebe, estudou Economia na FEA-USP, mas o negócio dele é mesmo cozinha – ele adora cozinhar – e diversão. Criou e toca pra frente o superdivertido bar Bebo Sim, onde comanda as picapes e dá seu toque na cozinha.

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Comuna de Paris – Leituras Rápidas (2) 8 de abril de 2009

Filed under: Uncategorized — Trupe das Muiezinha @ 12:52 am
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comuna21.

Mas afinal o que foi a Comuna de Paris?

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Em poucas palavras:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Comuna_de_Paris

Em médias palavras:

http://www.oolhodahistoria.ufba.br/04ponge.html

Em muitas palavras:

http://trupedasmuiezinha.wordpress.com/cursosfestase-falatorios/falatorios/abril2009-a-comuna-de-paris/

 

Comuna de Paris – Leituras Rápidas (1) 2 de abril de 2009

Filed under: Uncategorized — Trupe das Muiezinha @ 12:40 am
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relogio.

Panorama Histórico

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Conhecer o contexto histórico da França e Europa no século XIX – a geopolítica, as guerras, as revoluções – ajuda a entender melhor o momento histórico da construção e advento da Comuna.

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Dicas Rápidas:

Revoluções de 30:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_de_1830

Revoluções de 48:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_de_1848

Guerra Franco-Prussiana

http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_Franco-Prussiana

 

Da bibliografia para o Falatório de abril 14 de março de 2009

Filed under: Uncategorized — Trupe das Muiezinha @ 1:25 am
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livros1Considerações sobre os textos sugeridos. Por que ler?

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- A Guerra Civil na Fraça (Marx)
Marx traça um perfil histórico da França, abordando, inclusive, as relações com a Prússia (a Comuna de Paris acontece no meio da guerra franco-prussiana). Traduz bem o momento histórico que vive a Europa e, principalmente, a França.

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- Introdução de Engels à edição de 1891 de “A Guerra Civil na França”
Depois de vinte anos do acontecimento da Comuna de Paris, Engels faz uma breve análise sobre erros e acertos da Comuna e sobre as diferentes correntes que viveram a experiência.

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- História da Comuna de Paris (Lissagaray)
Lissagaray foi um communard, e viveu a experiência ao vivo e a cores. Foi jornalista e historiador da história da insurreição e sua obra é um dos mais importantes documentos históricos sobre a Comuna.

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- A Comuna de Paris: Os Assaltantes do Céu (Horácio Gonzales)

O livro traça um percurso da Comuna – os antecedentes, o desenrolar dos acontecimentos e os fatos finais, bem como as estratégias e as discussões dos envolvidos.

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Se você gostaria de indicar alguma bibliografia que acha interessante e importante, por favor deixe seu comentário.

 

Aberta a temporada preparatória pré Falatório de Abril 12 de março de 2009

Filed under: Uncategorized — Trupe das Muiezinha @ 3:22 pm
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gritodopovo

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No dia 18 de Abril acontecerá o primeiro Falatório, festa-aula-debate organizada pela Trupe.

Temos um mês para entrar em contato com o tema – “A Comuna de Paris” – estudar, ler, ver filmes, refletir, fazer pré-debates em botecos, caso os conteúdos dos textos nos excite.

Por aqui, você vai poder acompanhar a preparação toda: drops acerca da bibliografia, da comida do chef, da música e do que mais aparecer.

Não deixe de deixar sua contribuição.

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Saiba mais sobre os Falatórios aqui e sobre o Falatório de Abril, aqui.

 

 
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