Trupe das Muiezinha

Registros do Falatório de Setembro – Amércia Latina 22 de outubro de 2009

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E para bebericar – tipicidades 15 de setembro de 2009

Filed under: Uncategorized — Trupe das Muiezinha @ 9:38 pm
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chimarrao4 Mas é claro que a gente tem que aproveitar para provar (ou tomar mais uma vez) as bebidas típicas dos países latinos.

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O chimarrão, bebida típica argentina, tem a erva-mate como matéria prima usada para a preparação da infusão. A infusão é feita com as folhas secas, trituradas e beneficiadas, extraídas de um arbusto que cresce nas bacias dos rios Paraná, Uruguai e Paraguai, em uma região que abrange a zona limítrofe da Argentina, do Brasil e do Paraguai. Há erva-mate de vários tipos, com diferentes processos  de beneficiamento e trituração.

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No Chile e no Peru, tem o Pisco, bebida feita de uva, mas que não é vinho. Na fabricação do Pisco, as uvas passam pelo processo de fermentação, ou seja, o açúcar é transformado em álcool etílico. Em seguida, essa aguardente é destilada e entra em fase de repouso, acondicionada em barricas de carvalho americano. O período pode variar de 2  meses, para a obtenção do produto tradicional, até 6 meses, como é o caso dos piscos de fabricação artesanal. A graduação alcoólica do pisco, pela lei chilena, não pode ultrapassar 50º. Ao término da destilação, esse teor pode chegar a 70º. Por isso, acrescenta-se água desmineralizada ao líquido obtido, de forma que a graduação se estabilize entre 30º e 45º. O Pisco, como nossa aguardente, é utilizado para preparar drinks, como a nossa caipirinha.

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Teremos cuias e erva para o chimarrão, limão para a pisqueirinha.

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Alguém se habilita a trazer uma garrafa de Pisco?

 

Para acompanhar o jantar 15 de setembro de 2009

Filed under: Uncategorized — Trupe das Muiezinha @ 7:21 pm
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Para acompanhar o assado e a polenta, vinho tinto ou cerveja.

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Combinam mais com carne vermelha os cabernet sauvignon e as cervejas mais fortes.

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Vinho, seria legal um latino-americano: chileno, argentino ou uruguaio. Como sugestão ficam o chileno Santa Rita 120, o argentino Finca Flichman e os uruguaios San Juan, Santa Rosa, Carrau ou Ariano, todos cabernet.

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Cervejas, temos a Patrícia, uruguaia, e a Brasileira Eisenbahn, Pale Ale ou Kölsch.

 

Assim ou Assado? 15 de setembro de 2009

Filed under: Uncategorized — Trupe das Muiezinha @ 6:52 pm
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(Por Alexsander Castro)*.

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………….Cebiche-don-luchomatambre

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Comida latino-americana? Que é isso? Tantos países, hábitos e gostos… Levei quase duas semanas pra decidir o que fazer e acho que ainda não escolhi direito…

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Gostaria que fosse algo originalíssimo e pouco comum na culinária brasileira, pois era pra provarmos coisas diferentes. Mas, no meio da pesquisa, descobri que os hábitos alimentares dos latinos são bem semelhantes. Pairam geralmente sobre as mesas da América do Sul arroz, feijão, milho e derivados. A maioria dos países tem as bases culinárias assentadas nas cuias indígenas, fortemente influenciadas pelas mãos africanas onde elas estiveram mais presentes, tudo isso misturado ao toque dos imigrantes europeus. Estes últimos, mais marcantes no sul do continente.

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Ficou difícil escolher alguma coisa que não passasse também pela cozinha brazuca. Então resolvi procurar algo ao menos inusitado.

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A primeira idéia foi escolher um país e mandar entrada, prato principal e sobremesa, pra saborear de vez e logo tudo. Mas aí pensei que a Argentina poderia ser uma opção e desisti… Acabei entrando pelos Andes, dando uma volta na Bacia Platina e terminando aqui, é claro…

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Pra começar, vamos de Peru! Calma, é Ceviche (ninguém concorda em como escrever isso[1] ). Ceviche ou cebiche, é um prato de origem peruana baseado em peixe marinado em suco de algum cítrico. Outros ingredientes “obrigatórios”, pelo menos no Peru onde é considerado o “prato nacional”,  são cebola e pimenta. O prato é servido com os acessórios abacate, milho, ou batata-doce, ou  uma leguminosa qualquer, que é pra dar “sustânça”.

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De lá, vamos ao Paraguai buscar uma receita popular, o Kivevé, prato levemente adocicado feito de abóbora. Uma polenta paraguaia que deve acompanhar bem nosso assado.

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Com um pulinho, pegamos dos uruguaios o prato principal, que parece ser uma predileção domingueira. O matambre marinado no leite e lentamente assado.

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Olhem o matambre (número 9):

carne_argentina.

E pra fechar, deixando o final por aqui, o doce dos deuses, a Ambrosia, receita mineira que alguns ousam dizer que teve suas origens em Portugal…

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Ainda não pensei em algo para os que correm do sabor dos animais. Mas, vegetarianos do mundo, estejam certos que não hei de deixá-los famintos.

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Caríssimos, brincadeiras à parte, espero que dê tudo certo, nada queime ou fique duro, vocês gostem, e Hasta la vitoria!!!

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[1] Aparentemente, nem os próprios “donos” do prato sabem exactamente como se deve escrever, isto porque em espanhol o “b” e o “v” tem o mesmo som (informalmente, o espanhol culto, os sons dessas letras são iguais aos do portugués) e eles referem-se a esta letras como “b-larga” e “v-curta”. Já numa coisa, eles estão de acordo: a primeira letra “não pode” ser o “z” (que eles chamam zeta, mas que na maioria das variações do espanhol fora da Espanha, é pronunciado seta).

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Mas há uma teoria interessante: embora a conservação do pescado com líquidos (como a salmoura, por exemplo) seja um conhecimento provavelmente pré-histórico, os citrinos foram introduzidos na Europa pelos árabes e daí foram levados para as colónias onde, aparentemente, lhes foram dados outros usos. No entanto, a teoria continua com uma variante do escabeche, que supostamente provém da palavra árabe “iskbꪔ (em vez da vizinha “sikb⪔, que é traduzida como “guisado de carne com vinagre e outros ingredientes”) ao qual os espanhóis começaram a adicionar bastante cebola, para o tornar menos ácido. Então, o “escabeche de cebola” teria-se tornado Cebiche.

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Outra versão, mais “clássica”, seria do latim “cebo” que significava “comida abundante”. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Wiki)

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* Alexsander Castro, o Alex, mineiro de Belo Horizonte, estudou direito na UFMG e veio pra São Paulo a trabalho em 2007. É ele o responsável pela boa comida nas reuniões entre amigos, porque consegue transformar qualquer pão com atum num delicioso (e bem apresentado) petisco.

 

Cocalero 13 de setembro de 2009

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cocaleroCocalero é um documentário produzido em 2007, dirigido por Alejandro Landes, um brasileiro criado no Equador.  Trata da campanha eleitoral e subida ao poder do presidente boliviano Evo Morales. O filme mostra não só compromissos da campanha eleitoral, mas também cenas do cotidiano de Morales.

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No youtube, dá pra assistir ao filme completo. Veja aqui.

 

Aline Reis – sanfona e violão 6 de setembro de 2009

Filed under: Uncategorized — Trupe das Muiezinha @ 11:01 pm
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auto-do-realejo-encantado-206Quem vai tocar ao vivo no Falatório de setembro é a Aline Reis. Quanta coisa naquele tamanico! A menina é musicista, compositora, toca uma sanfona arretada e nas horas vagas estuda Sociologia na FESPSP. E tem um encanto meio inexplicável… Sabe daquelas pessoas que a gente olha e simpatiza? Pois é.

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Novinha, vinte e poucos anos, Aline faz música desde um tempo, já.  Mas o caso é que em 2004, deu origem ao Grupo Encatadeiras, que tinha como proposta  integrar o canto de cinco mulheres sobre efeitos percussivos simples, tendo como mote principal as suas composições ao violão, voz e acordeom. Em 2005, surge o grupo “Aline Reis e o Realejo”, tendo como ponto de partida os poemas escritos e musicados por Aline, e arranjados em seguida coletivamente pela banda em “jam sessions”. Continuando seu processo de pesquisadora musical, Aline Reis passa a integrar os trabalhos anteriores e nasce o “Encanta Realejo” – projeto autoral que surgiu em 2007 a partir de apresentações realizadas nas ruas e em espaços públicos. (Clique aqui para conhecer)

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Hoje, Aline tem se apresentado com o pernambucano Rodrigo Denega e também integra o “Experimento Prosótypo”, banda do coletivo Poesia Maloqueirista.

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E no sábado ela vai tocar e cantar pra gente…

 

Som-fona 4 de setembro de 2009

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Novidade no som ao vivo do Falatório de Setembro.

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Som-fona.

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Detalhes logo, logo.

 

América Latina em cliques 3 de setembro de 2009

Filed under: Uncategorized — Trupe das Muiezinha @ 7:43 pm
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Aqui, alguns sítios interessantes para ler um pouco sobre a América Latina hoje:

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. www.brasildefato.com.br

. www.rebelion.org

. www.aporrea.org

 

Sobre o som no Falatório de Setembro 22 de agosto de 2009

Filed under: Uncategorized — Trupe das Muiezinha @ 1:39 am
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disco-lp-cc2f4No som, no Falatório de Setembro, teremos a preciosa contribuição do Rô Maceira. O menino não para quieto e é cheio de surpresas. Fã de música e literatura latino-americanas, é um dos idealizadores do projeto “Si no puedo bailar, no es mi revolución”. Escreve sobre artistas latinos no www.dominodromo.com.br e editou o primeiro número do Cuadernos Cecilia, revista digital com novas ideias na AL. Vai trazer pra gente grandes novidades da música latina.

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Dá pra fuçar e conhecer as coisas que ele faz aqui:
www.sinopuedobailar.com
www.cuadernoscecilia.com
www.dominodromo.com.br

 

Leitura 9 de agosto de 2009

Filed under: Uncategorized — Trupe das Muiezinha @ 7:41 pm
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alvaro-garcia-linera.

A entrevista que se segue, com Alvaro García Linera, vice-presidente da Bolívia, é interessante para entender um dos vários caminhos ao socialismo propostos pelos novos governos da região.

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.Alvaro García Linera: “El capitalismo andino es un paso intermedio para imaginar el socialismo”

……Miguel Lora Fuentes

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El capitalismo andinoamazónico, la propuesta de Alvaro García Linera, candidato a la vicepresidencia del MAS, es un modelo de desarrollo capitalista en el que las tres plataformas económicas vigentes en Bolivia ? La moderna o estrictamente industrial, la andina comunitaria y la amazónica? se reequilibran, despliegan autónomamente sus propias capacidades y encuentran mecanismos de articulación no brutal?

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Según el candidato del MAS, es posible construir un tipo de modernidad económica vinculada a los mercados globales, al desarrollo tecnológico contemporáneo, a sectores empresariales, que es la parte capitalista propiamente dicha, pero reconociendo obligatoriamente a las otras dos plataformas de la modernidad vinculadas a nuestras capacidades vernáculas: fuerzas comunitarias, artesanales, pequeños productores y de economía mercantil simple poseedoras de otra racionalidad de organización del trabajo, de uso del excedente, de sistemas tecnológicos, saberes, formas organizativas y distribución de la riqueza.

García Linera imagina un tipo de modernidad en el ámbito del capitalismo, en donde los segmentos mayoritarios de la vida económica boliviana ?que han sido desconocidos, extorsionados y maltratados por la modernidad de corte industrial capitalista clásico?tengan la capacidad de autoorganizarse y de prosperar con los excedentes industriales.

¿Cómo integrar el pequeño taller con la gran industria?

Ahí está el papel del Estado fuerte que regula la expansión de la economía industrial, extrae sus excedentes y los transfiere al ámbito comunitario para potenciar formas de autoorganización y de desarrollo mercantil propiamente andino y amazónico.

¿Más o menos lo que quiso hacer el nacionalismo revolucionario?

No, porque el nacionalismo revolucionario decía que la comunidad desaparecería y que todos se volverían industriosos, modernos, capitalistas y asalariados. Eso no funcionó, en el mundo moderno el asalariado representa entre el siete y 15 por ciento de la economía y de la población económicamente activa (PEA).

¿El horizonte es que los microempresarios se conviertan en empresarios?

No; simplemente que produzcan un modelo de bienestar. Es una falsa utopía pensar que todos se convertirán en empresarios. Seguirán trabajando familiarmente y a nivel doméstico al menos por los próximos 50 años. La idea es que tengan soporte económico, acceso a insumos, a mercados, que generen en su régimen económico (artesanal y familiar) procesos de bienestar. Quizá la movilidad social sea pequeña y la mayoría siga en economía familiar de pequeña y mediana escala, pero con mejores condiciones de vida y productividad.

Es decir lo que propone Hernando de Soto en Perú…

Soto dice que el microproductor es un empresario en potencia. Yo digo que no lo es ni tampoco un proletario en potencia, ni lo uno ni lo otro, sino una condición social de largo aliento. La idea es que esta condición ni quede aplastada ni olvidada, que aceptemos que al menos hay tres modelos simultáneos de modernización.

¿Esas tres plataformas se desarrollan con democracia liberal y mercado?

En el mercado y en la economía mercantil, pero son modelos paralelos de desarrollo. En siguientes 50 años predominará la economía familiar y la pregunta es qué hacer con ella, ¿te haces al loco, la quieres obrerizar? No, simplemente que vivan bien y que el Estado les ayude. La parte revolucionaria del planteamiento es potenciar sus capacidades de autogestión y autoorganización en una perspectiva expansiva.

Por ahora, hay dos razones que no permiten visualizar la posibilidad de un régimen socialista. Por un lado existe un proletariado minoritario demográficamente e inexistente políticamente; y no se construye socialismo sin proletariado. Segundo: el potencial comunitarista agrario y urbano está muy debilitado. En los últimos 60 años se ve un retroceso de la actividad comunitaria productiva y erosión de los lazos comunitarios. Sigue habiendo comunidad, pero ésta ha implosionado internamente en estructuras familiares.

El potencial comunitario que vislumbraría la posibilidad de un régimen comunitarista socialista en el buen sentido del término pasa por potenciar las pequeñas redes comunitaristas que aún perviven y enriquecerlas. Esto permitiría en 20 o 30 años poder visualizar una utopía socialista.

¿Acaso no son experiencias comunitarias los movimientos de defensa del agua en El Alto y Cochabamba?

Son experiencias comunitarias sociales y políticas, no económicas. Por tanto, permiten una revolución política en el sentido marxista del término. En el caso boliviano la revolución política toma la forma de descolonización del Estado. Para que se convierta en una revolución social hace falta el despliegue de potenciales comunitarios prácticos, como los soviets que socializaron la producción industrial. No se ha tenido una experiencia similar en Bolivia desde la Guerra del Agua. Se necesita un tiempo para potenciar la comunitarización de la economía.

¿Y la cogestión en Semapa de Cochabamba?

Hay límites de estos procesos de comunitarización de la riqueza. Las experiencias de El Alto y Cochabamba son la expresión dramática de los límites comunitaristas del actual movimiento social.

Usted se asume centroizquierdista desde hace dos años y medio. ¿Con qué corriente se identifica más: neokeynesianismo, la socialdemocracia de Anthony Giddens o el “postcapitalismo” de Wim Dierckxsens?

Marxista clásico.

¿Y su propuesta del capitalismo andino a qué corriente pertenece?

Es marxismo clásico. No es el marxismo de Nikitin ni el de Trotsky. Está enraizado en la lectura del Marx que reflexiona las posibilidades de tránsito al socialismo en sociedades atrasadas y comunitarias.

¿Está diciendo que la propuesta de capitalismo andino es marxista?

No, no, lo que digo es con qué herramientas trabajo esta propuesta. Mi propuesta sigue siendo el socialismo y el comunismo abiertamente. Lo que hago como marxista es evaluar los potenciales actuales de desarrollo de la sociedad. Nuestro objetivo no es el capitalismo andino, eso es lo que se puede hacer hoy para potenciar procesos la autoorganización y apuntalar la autoafirmación económica a largo plazo. Esto es lo que hoy toca empujar en la perspectiva de la revolución socialista a mediano plazo. Y esa es una lectura estrictamente marxista.

Plantea la articulación de potencialidades familiares, indígenas, campesinas en torno a un proyecto de desarrollo nacional y de modernización productiva, ¿algo así como una revolución democrático burguesa 50 años después del MNR?

La Revolución del 52 fue una revolución traicionada y a medias no porque no llevó al socialismo sino porque no descolonizó al Estado. 50 años después estamos en la posibilidad de ir más allá de los límites democráticos que dejó la Revolución con el hecho más importante de los últimos 513 años en términos de democratización, la descolonización del Estado.

¿Eso lo hace la centroizquierda?

Lo hace el movimiento indígena, es su gran aporte. Para un revolucionario utópico la descolonización del Estado no es socialismo, pero para los indios es el acontecimiento histórico más importante que podía suceder. En sí mismo es un gigantesco paso histórico. Claro que nos falta mucho, nos falta el socialismo, el comunismo, pero hay que moverse en función de las posibilidades reales del movimiento que se desenvuelve.

El MAS propone un plan de desarrollo económico a partir de la microempresa y la fuerza laboral informal. Salvando diferencias, Tuto y Samuel proponen algo parecido

Más allá de la demagogia de apoyar a estos sectores, utilizan las estrategias comunitarias para reducir costos, como el Banco Mundial. Es la idea de la subsunción de lo comunitario a la modernidad industriosa, contra eso hay que pelear. El BM y los candidatos buscan exprimir, extraer sus energías a lo comunitario; el MAS quiere potenciar su desarrollo autónomo.

El sociólogo argentino Atilio Borón comenta que el pensamiento crítico en América Latina está en decadencia y que gradualmente ha sido sustituido por la cultura de la resignación política.

Más bien en América Latina y en particular en Bolivia surge una acción transformadora, un potencial emancipativo y una reflexión que acompaña ese potencial con mucha carga crítica. Privilegio el laboratorio boliviano en cuanto a acción colectiva y reflexión seria y no meramente filosófica. Soy más optimista que Atilio Borón. Siento que se está construyendo un alto pensamiento crítico a partir de la acción práctica de los sectores sociales. Lo que si está claro es que el socialismo debe ser replanteado y superando la vieja forma retórica manualesca con la que se abordó el tema de los años 20 hasta los 60.

¿Está de acuerdo con la tesis que anuncia el cierre del ciclo de las revoluciones antimperialistas, entendiéndolas como enfrentamiento total, militar y económico con el imperialismo?

Es un hecho de correlación de fuerzas. Serán los acontecimientos los que te coloquen ante esa disyuntiva, no puede uno adelantarse. Ese sigue siendo un debate abierto. Ahora las fuerzas progresistas han podido avanzar muy bien a partir de lo democrático representativo, pero es probable que algún rato eso se estanque.

La centroizquierda de fines del siglo pasado prometió que la “transición a la democracia” transformaría la sociedad y redistribuiría la riqueza gradualmente. 25 años después la desigualdad social se acentuó, la propiedad se concentró y el sistema se tragó a los centroizquierdistas. ¿Teme terminar igual que ellos?

Siempre es un riesgo y contra eso no hay vacuna. Lo único que queda es confiar en la fuerza creativa de la sociedad. La posibilidad de que estos intelectuales encuentren un límite y a larga sean conservadores dependerá del poder innovador de la propia sociedad.

¿Cuán alto es el precio de ser viable en el sistema político actual? ¿Resignar la utopía por ejemplo?

Nunca. Lenin proponía soñar con los ojos abiertos, que significa tener la capacidad de mirar el horizonte estratégico pero saber manejar la táctica. El capitalismo andinoamazónico es la manera que creo posible para mejorar las posibilidades de las fuerzas de emancipación obrera y comunitaria a mediano plazo. Claro que es un mecanismo temporal y transitorio.

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El MAS elige la “tercera vía”, el capitalismo andino

Luego del derrumbe asiático, ruso y brasileño, y a medida que la crisis capitalista se profundiza, la centroizquierda internacional va reclutando nuevos núcleos neokeynesianos, socialdemócratas de la tercera vía, postcapitalistas de la onda del Foro Social Mundial de Sao Paulo, y recientemente una novedosa corriente con sello boliviano que defiende el “capitalismo andinoamazónico”.

La tercera vía plantea medidas de re-regulación económica buscando salvar la racionalidad capitalista y, en algunos casos, manteniendo el fondo del credo neoliberal. Los neokeynesianos procuran remediar los efectos nocivos más inmediatos del neoliberalismo, pero sin cuestionarlo. La socialdemocracia plantea una economía mixta ?que no ve en el capitalismo y en el libre mercado un escenario hostil? y a diferencia de la “socialdemocracia antigua”, no acepta que los derechos sociales sean obligaciones incondicionales del gobierno. “Ningún derecho sin responsabilidad, son responsables tanto el Estado como los destinatarios del bienestar”, predica esta doctrina.

Estas posiciones mantienen la lógica esencial del capitalismo y no resuelven la supeditación de la vida al mercado, sino que más bien la mundializan. Para estas corrientes, el centro del debate es la dupla mercado y planificación estatal, esta última al servicio del mercado.

La centroizquierda más radical propone un cambio de la racionalidad económica capitalista reconciliando los intereses privados con el bien común. El mercado debe subordinarse a la planificación, en tanto que los factores de integración social ya no están dados por el mercado sino regidos por el principio de solidaridad con la vida colectiva. “Mis derechos como ciudadano ya no dependerán de mi vinculación con el mercado sino con la ciudadanía”, explica el economista holandés Wim Dierckxsens, reconocido defensor del Foro Social Mundial de Porto Alegre como uno de los primeros pasos hacia el desarrollo de alternativas al capitalismo y al neoliberalismo con la participación de ONGs, movimientos sociales, sindicatos, asociaciones y entidades religiosas.

El postcapitalismo busca una economía orientada por el bien común sin suprimir ni el interés privado ni el mercado. Esto implica un movimiento en el péndulo de la historia desde el libre juego del mercado sin intervención ciudadana hacia una creciente participación ciudadana. En el socialismo real el interés privado se supeditó completamente al bien común y la planificación central marginó a la ciudadanía. Así, la utopía socialista se quedó a mitad de camino, explica Wim Dierckxsens.

Los postcapitalistas intentan diferenciarse de los neokeynesianos y socialdemócratas, y terminan coincidiendo con ellos en un rasgo esencial: es la fiesta neoliberal la que debe combatirse, no el capitalismo en sí.

El capitalismo andinoamazónico, la propuesta de Alvaro García Linera, candidato a la vicepresidencia del MAS, es un modelo de desarrollo capitalista que combina tres plataformas económicas vigentes en Bolivia ?la moderna o estrictamente industrial, la andina comunitaria y la amazónica? para que se reequilibren, desplieguen autónomamente sus propias capacidades y encuentren mecanismos de articulación “no brutal”.

“El capitalismo andino es como imaginar la modernidad en el capitalismo por un tiempo más a mediano o corto plazo, pero donde el potencial comunitario, artesanal y semi mercantil despliega sus propias capacidades de generación y distribución de riqueza, de creación de saberes y tecnología. Esta economía de comunidades indígenas, colonizadores, pequeños productores está vinculada al capitalismo clásico, pero no está triturada, subsumida o desconocida brutalmente por esa racionalidad”, explica el ideólogo del MAS.

El postcapitalismo

El rasgo común que iguala a todas estas corrientes es su deseo de combatir al neoliberalismo, aunque manteniendo el capitalismo hasta donde se pueda. Reconocen la importancia decisiva del Estado nacional como responsable del bienestar colectivo y de la regulación de los mercados, a condición de que se compatibilice el intervencionismo con la iniciativa privada. Intentan combinar de modo ecléctico valores del capitalismo y del socialismo con el propósito de superar a ambos, pero sin cuestionar la génesis de la producción capitalista, es decir la separación radical entre el productor y los medios de producción.

Según Dierckxsens, el péndulo de la historia tendrá de detenerse en el futuro en algún punto intermedio entre el mercado total y la planificación total. En el punto donde prevalezca el interés privado se ubica la racionalidad neokeynesiana. En el punto donde prevalezca el bien común se podrá hablar de una racionalidad postcapitalista.

En el postcapitalismo volvería a prevalecer lo político sobre lo económico y habría ejes horizontales que vincularían entre sí a los movimientos sociales. Esto permitiría edificar no sólo una democracia formal sino una democracia con contenidos participativos. Dierckxsens presagia que cuanto más se profundice la crisis, más radical será la alternativa propuesta.

FUENTES

1. Democracia y Mercado, Mauricio Andrés Ramírez Gómez http://www.eumed.net/cursecon/colaboraciones/

2. Porto Alegre: en camino al postcapitalismo, Wim Dierckxsens, http://www.envio.org.ni/articulo/1080

3. La Tercera Vía, Tony Blair, www.analitica.com, 1998

 

Da Bibliografia Para o Falatório de Setembro 9 de agosto de 2009

Filed under: Uncategorized — Trupe das Muiezinha @ 7:30 pm
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O livro “As Veias Abertas da América Latina”, do uruguaio Eduardo Galeano, quebra a cronologia linear da historiografia oficial para desnudar o saque ao continente, que persiste desde o descobrimento. Analisando os mecanismos de poder, os modos de produção e os sistemas de expropriação, o livro descreve a história da América Latina e expõe os quinhentos anos de exploração econômica e miséria.

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Aqui, você tem o link para o texto de Galeano, na íntegra.

 

Aberta a temporada Pré-Falatório de Setembro 6 de agosto de 2009

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Em setembro, o tema do Falatório são os governos heterodoxos da América Latina dos dias de hoje. A idéia é traçar uma panorama geral do que vem ocorrendo nos países hermanos e tentar entender a dinâmica política atual do centro-sul do continente.

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Em breve, aqui, leituras, vídeos, palavras do chef, dos djs e mais.

 

 
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